Bem no coração do Bosque Sussurrante, onde os cogumelos cresciam como guarda-chuvas e os vaga-lumes faziam a noite parecer uma festa de taverna, vivia o velho Jorgin— um gnomo cuja barriga era tão redonda quanto sua gargalhada era alta. Mas ele não era um gnomo qualquer. Não, não. Era o orgulhoso dono da barba mais sortuda da região. Pelo menos era o que dizia a si mesmo sempre que alguma gnoma se recusava a trançá-la. Naquela noite, porém, Jorgin não pensava na barba. Pensava no sapo que segurava nas mãos.
“O maldito pulou direto na minha sopa!”, resmungou, erguendo o encrenqueiro verde-vivo à luz da lanterna. “Estragou um ensopado de cogumelos perfeitamente bom. E piscou para mim! Você piscou para mim, seu pequeno viscoso…?” O sapo, para seu crédito, não confirmou nem negou a acusação.
A gargalhada que atravessou a floresta
“HAH!” Uma gargalhada ecoou entre as árvores, assustando tanto Jorgin que ele quase derrubou o sapo. Ali, como uma visão de caos e alegria, estava Marla— a única mulher da aldeia capaz de beber, dançar e ser mais esperta que ele. Os cachos rebeldes estavam enfiados sob um chapéu transbordando flores, e o vestido azul era bordado com pequenos corações e trepadeiras, como se o próprio tecido tivesse se apaixonado por ela. Apontou para ele, com os olhos brilhando. “Ah, Jorgin, me diga que você não…” “ Não era um jantar romântico”, bufou ele, erguendo o sapo. “Este canalha pulou lá dentro sem convite.”
Marla se inclinou, com um sorriso provocador. “Tem certeza? Ele tem olhos de príncipe.” Jorgin bufou. “Mais para olhos de cobrador de impostos.”
Uma aposta selada com um beijo
Marla cruzou os braços. “Bom, só tem um jeito de descobrir.” Jorgin piscou. “O quê?” “Você tem que beijar ele.” Ele a encarou. “Marla, você perdeu o juízo, porra?” Ela sorriu. “Está com medo?” “De pegar gripe de sapo? Sim!” Mas o jeito como ela olhava para ele — travessa, desafiadora — fez seu coração de gnomo dar uma estranha cambalhota. E, como nunca, nem uma única vez, recusara um desafio de Marla, suspirou dramaticamente e levou o sapo aos lábios. O sapo lambeu o próprio olho. Jorgin recuou. “Não. De jeito nenhum. Isso não é natural.”
Marla gargalhou de novo, dando um tapa no ombro dele. “Está bem, está bem. Eu faço.” Antes que ele protestasse, tirou o sapo de suas mãos, fez biquinho e plantou um beijão naquela cabecinha cheia de verrugas.
Bom, não saiu como planejado
No instante em que seus lábios deixaram o sapo, houve um puf de luz dourada. Jorgin saltou para trás. Marla arfou. Os vaga-lumes perderam o brilho. E, no lugar do sapo… estava… um muito nu, muito confuso contador de meia-idade. “Ah, deuses”, murmurou o homem, olhando para as mãos. “De novo, não.” Jorgin e Marla trocaram olhares. O homem suspirou. “Sou o Príncipe Dorian do Reino de Evergild. Fui amaldiçoado por uma bruxa do pântano depois de um… digamos… ‘mal-entendido’ envolvendo uma dívida que me recusei a pagar. Você quebrou minha maldição, bela donzela, e estarei para sempre em dívida com você.”
Ele se ajoelhou diante de Marla, com os olhos cheios de gratidão. Jorgin pigarreou. “Hã. Você também está pelado.” Dorian suspirou de novo. “É, isso também acontece.”
Marla faz uma escolha
Marla olhou demoradamente para o príncipe. Depois para Jorgin. Depois de volta para o príncipe. “Então… isso quer dizer que temos que nos casar?”, perguntou. Dorian sorriu. “Esse seria o final tradicional de conto de fadas.” Marla tocou o queixo. “Hmm. Contraproposta.” Jorgin ficou tenso. “Você volta para seu castelo chique, paga as dívidas, e nós fingimos que isso nunca aconteceu.” Dorian piscou. “Ah. Isso… na verdade é um alívio.” Jorgin soltou um ar que nem percebera estar prendendo. Marla se virou para ele, ainda sorrindo. “Então, o que acha? Quer dividir um ensopado sem sapo comigo?”
O coração de Jorgin deu outra cambalhota. Ele tossiu, esfregando a nuca. “Desde que prometa não me transformar em príncipe.” Ela enlaçou o braço no dele. “Ah, Jorgin. Você já é o rei das minhas más decisões.” E assim deixaram Dorian procurar uma calça, enquanto voltavam rindo para a aldeia iluminada por cogumelos — onde não havia maldições, obrigações reais nem mais malditos sapos no ensopado. Gostou desta história fantasiosa? 🌿✨ A imagem encantadora que a inspirou —"A Lantern, A Frog, and A Thousand Laughs"— está disponível para impressões, downloads e licenciamento em nosso Arquivo de Imagens.


The Seedpod That Fired Before Anyone Was Ready
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1 comentário
To funny, I loved this tale. The artwork is impecable thier descriptions are fantasric, Thanks Bill you’ve made my morning