Captured Tales

Guardian of the Firefly Grove

Bill Tiepelman1 comentário
Guardian of the Firefly Grove

Nas profundezas esquecidas da Floresta do Crepúsculo, onde a luz do sol não ousava entrar, vivia uma figura peculiar mencionada apenas em sussurros: o Alquimista dos Vaga-Lumes. Vestido com mantos entremeados de musgo e coroado por galhadas cobertas de fungos bioluminescentes, não era o típico eremita recluso. Não, era o tipo de entidade que você esperava ser lenda — até ouvir o zumbido inconfundível dos vaga-lumes seguindo seu caminho.

Os boatos locais o descreviam como parte gênio, parte lunático e inteiramente insuportável. Diziam que suas lanternas brilhavam não por vaga-lumes capturados, mas pela essência destilada do arrependimento humano. E seus óculos? Ah, não eram mero enfeite. Supostamente, permitiam que visse seus segredos mais sombrios num caleidoscópio de cores constrangedoras. Ele não vagava pela floresta só por lazer; estava sempre aprontando alguma coisa — preparando poções luminosas, mexendo em engenhocas antigas ou rindo das próprias piadas como uma plateia de um só. Sua risada? Metade risinho, metade chiado — como uma dobradiça velha tentando guardar um segredo.

A reputação do Alquimista como guardião benevolente — ou malévolo — dependia inteiramente de quem respondia. Os fazendeiros juravam que ele afastava as pragas com suas lanternas luminosas. “Todo ano as lanternas piscam, e nossas plantações crescem altas”, diziam, convenientemente ignorando as vacas desaparecidas. Os caçadores, porém, contavam algo mais sombrio: “Não siga as luzes”, alertavam. “Ele vai engarrafar sua alma, colar uma etiqueta e colocar você na prateleira como uma poção cara demais numa loja de curiosidades.”

Mas a verdade, como acontece com a maioria das lendas, era ao mesmo tempo mais absurda e muito mais complicada. Na realidade, o Alquimista dos Vaga-Lumes se cansara da tendência humana de estragar tudo que era belo. Depois de séculos de experimentos em sua oficina escondida — uma enorme árvore oca decorada com frascos brilhantes e engrenagens —, decidira que poderia cuidar da floresta melhor que os infelizes humanos. Suas lanternas de vaga-lumes eram alimentadas por uma forma rara de magia que batizara de “Regretium”, energia extraída de escolhas tolas e más decisões. (E, convenhamos, isso nunca faltava.)

Numa noite fatídica, uma viajante imprudentemente ousada chamada Marla decidiu seguir os vaga-lumes luminosos para dentro da mata. Armada apenas com uma lanterna e um sarcasmo mais largo que a trilha da floresta, resmungou: “Ah, claro, vamos seguir as luzes sinistras. Nunca acontece nada ruim com quem entra em florestas brilhantes.” Naturalmente, os vaga-lumes a levaram direto ao covil do Alquimista. “Ah, mais uma alma carregada de arrependimentos”, recebeu-a ele, com uma voz de cascalho embebido em mel. “Veio se livrar das suas más escolhas? Ou só criticar meu projeto de iluminação?”

Marla, sem se intimidar, cruzou os braços. “Na verdade, vim ver qual é a grande coisa. Ouvi dizer que você engarrafa arrependimentos, e eu tenho de sobra. Quer negociar ou preciso falar com seu gerente?” O Alquimista inclinou a cabeça, divertido. “Que valentia, hein? Diga, viajante, o que exatamente acha que poderia me oferecer que eu ainda não tenha?” “Um choque de realidade”, retrucou ela. “Se é mesmo todo-poderoso, por que se esconde numa floresta como um adolescente emo com uma coleção de bastões luminosos? Pelo que vejo, você tem mais arrependimentos que eu.”

Por um momento, o Alquimista ficou em silêncio. Então soltou uma gargalhada — tão súbita e vigorosa que assustou os vaga-lumes, lançando-os numa dança caótica de luz. “Touché”, admitiu, os óculos reluzindo de diversão. “Muito bem, Marla. Você conquistou uma trégua. Mas ouça meu conselho: arrependimentos são fáceis de colecionar e impossíveis de descartar. Não deixe os seus trazerem você de volta aqui.” Marla saiu da floresta com o sarcasmo intacto e uma história em que ninguém acreditaria. O Alquimista voltou ao trabalho, mais divertido do que irritado. Afinal, pensou, nem uma floresta cheia de lanternas luminosas chegava aos pés das peculiaridades humanas.

Alguns dizem que o Alquimista ainda percorre a floresta, seus frascos brilhando mais a cada má decisão da humanidade. Outros afirmam que Marla acabou voltando, dessa vez com uma bolsa cheia de arrependimentos e uma proposta de colaboração. Se os dois fecharam um acordo ou passaram a eternidade trocando farpas, ninguém sabe. Mas, se algum dia você vir um brilho na mata e ouvir uma risada chiada, não o siga. A menos, é claro, que esteja se sentindo particularmente sarcástico. Explore mais: "Guardian of the Firefly Grove" agora faz parte do nosso arquivo exclusivo. Esta obra encantadora está disponível para impressões, downloads e licenciamento. Visite o arquivo para levar o mistério do Alquimista dos Vaga-Lumes à sua coleção ou projeto criativo. Clique aqui para ver e adquirir.

Comentários

1 comentário

De donde sacaste todo eso ? Yo he tenido incontables sueños desde que tengo memoria con el mismo asunto que describes. Una y otra vez las mismas imágenes el mismo bosque la misma tarea, y ahora en un estado catatonico encontré esto. De donde salio ?

Daniel

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