Captured Tales

Heartfelt Whimsy in Bloom

Bill Tiepelman0 comentários
Heartfelt Whimsy in Bloom

Sob um brilho em forma de coração, nas profundezas do Bosque Encantado das Sarças, dois gnomos estavam sentados num tronco coberto de musgo, com as mãos quase — mas não exatamente — se tocando. Bimble, um gnomo de bochechas rosadas e barba tão indomável quanto as raízes emaranhadas sob seus pés, puxava nervosamente o colete bordado. Ao seu lado, Thistle, radiante em seu chapéu cheio de pétalas, ria baixinho, seu perfume floral se misturando ao cheiro terroso do jardim. Ela reconhecia uma travessura quando a via, e Bimble praticamente transbordava delas naquela noite.

“Está tramando alguma coisa, não está?”, perguntou Thistle, com voz semelhante ao tilintar de sinos de vento. “Nem tente negar, Bimble Butterbur.”

O rosto de Bimble ficou ainda mais rosado. “Tramando? Eu? Que acusação!”, exclamou, apertando o peito como se estivesse ferido. “Um gnomo não pode simplesmente apreciar a beleza de sua dama sem ter a honra questionada?”

Thistle revirou os olhos, mas sorriu. “Da última vez que você disse isso, acabei envolvida numa perseguição com um ganso pelo prado porque você trocou ‘sem querer’ meu chapéu por uma coroa de farelos de pão.”

“Uma confusão inocente!”, protestou Bimble, embora os cantos da boca tremessem de riso contido. “Enfim, desta vez planejei algo muito mais grandioso.” Apontou com pompa para as flores luminosas ao redor. “Contemple! O Grande Gnomascimento do Romance!”

Thistle arqueou uma sobrancelha, intrigada apesar de si mesma. “Continue.”

Um cortejo travesso

Bimble saltou do tronco, as botas fazendo um ruído úmido no musgo enquanto remexia a bolsa. De lá, tirou um minúsculo frasco dourado. Com um floreio, espalhou no ar seu conteúdo cintilante. A luz em forma de coração se intensificou, banhando a clareira num tom dourado suave, e as flores começaram a balançar como se tocadas por uma brisa.

“Talvez eu tenha… pegado um pouco de pó de fada emprestado”, admitiu Bimble, sem jeito, “para criar uma noite que você nunca esquecesse.”

Thistle arfou. “Bimble! Emprestado? Ou roubado?”

“Faz diferença?”, perguntou ele, fazendo um gesto de descaso. “Usei só um tiquinho. Além disso, achei que você gostasse quando eu fosse um pouco… patife.”

“Gosto quando você não faz o Povo das Fadas nos amaldiçoar”, respondeu ela, embora o sorriso denunciasse sua diversão.

Como se convocada pelas palavras, uma voz minúscula e aguda soou das sombras. “Bimble Butterbur, seu canalha!” Uma figura cintilante emergiu: uma fadinha vestida com um traje de teias de aranha e orvalho. Suas asas iridescentes tremulavam de raiva. “Acha que pode simplesmente furtar nosso pó e sair por aí todo contente?”

O acordo

Bimble congelou, lançando um olhar para Thistle, que agora ria abertamente. “Viu? Eu avisei”, disse ela entre risadinhas. “Você sempre passa um pouco dos limites.”

“Lady Fizzlewisp”, começou Bimble, curvando-se tanto que o chapéu quase tocou o chão, “foi apenas uma inofensiva…”

“Inofensiva?”, guinchou Fizzlewisp. “Sabe quanto custa pó de fada no mercado negro? Se eu tivesse um cogumelo de prata para cada vez que um gnomo me roubou, seria dona da floresta inteira!”

Bimble abriu a boca para retrucar, mas Thistle o interrompeu, avançando com graça. “Lady Fizzlewisp”, disse, fazendo uma reverência com uma elegância que nem a fada pôde ignorar, “meu querido companheiro só estava tentando me conquistar. É um pouco desajeitado, admito, mas suas intenções eram puras.”

Fizzlewisp olhou desconfiada para Thistle. “E você aceita esse bufão atrapalhado como pretendente?”

“Com o tempo, a gente se apega”, respondeu Thistle, piscando.

A fada suspirou dramaticamente. “Está bem. Vou deixar passar desta vez, mas só se ele prometer me reembolsar.”

“Claro!”, disse Bimble, ansioso. “Qualquer coisa! É só dizer seu preço.”

Os olhos de Fizzlewisp brilharam de malícia. “Você vai cuidar da comida do Baile das Fadas na semana que vem.”

“Da comida?!”, guinchou Bimble. “Mas não consigo nem assar uma torta de lama sem incendiá-la!”

“Problema seu”, respondeu Fizzlewisp, sorrindo. “Nos vemos em sete dias!” E desapareceu numa nuvem de glitter.

A dança da alegria

Assim que a fada se foi, Thistle caiu na gargalhada. “Agora você se superou, Bimble.”

Bimble gemeu, afundando de volta no tronco. “Eu só estava tentando impressionar você.”

“E conseguiu”, disse ela, sentando-se ao lado. Estendeu a mão e segurou a dele, com um toque quente e tranquilizador. “Mas vai precisar da minha ajuda se quisermos dar conta disso.”

“Quer dizer que vai me ajudar a cozinhar para o baile?”, perguntou, com a esperança iluminando o rosto.

“Cozinhar? Ah, não, quem vai cozinhar é você”, disse ela com um sorriso malicioso. “Eu vou supervisionar.”

Pelo resto da noite, os dois gnomos planejaram sua aventura culinária, cercados por flores luminosas e pelo suave murmúrio da floresta. A travessura podia ter colocado Bimble em apuros, mas era o amor — e um pouco de pó de fada — que fazia tudo valer a pena.

E, enquanto a luz em forma de coração diminuía, o Bosque Encantado das Sarças ecoava risadas e a promessa de uma aventura caótica, porém inesquecível.

 


 

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