Captured Tales

Luminescent Leap

Bill Tiepelman0 comentários
Luminescent Leap

Tudo começou numa noite de quinta-feira — uma daquelas noites tranquilas em que nada de especial deveria acontecer. Até que Gary, um típico trabalhador de escritório, se viu diante da experiência mais bizarra, quase psicodélica, de sua vida. Gary, que se orgulhava de ser racional até demais, estava prestes a ter sua realidade virada como uma panqueca no café da manhã do Denny’s. Tomava sua cerveja morna, evitando a tentativa do vizinho de arrastá-lo para mais uma reclamação sobre cercas de quintal, quando algo brilhante chamou sua atenção. A princípio, pensou que seus olhos o enganavam — talvez tempo demais diante da tela, ou aquele homus vencido que comera mais cedo. Mas não: era real. Brilhava e vinha pulando diretamente para ele.

Entra em cena: o sapo.

A grande entrada do sapo luminoso

Não era um sapo qualquer. Não, aquele anfíbio parecia ter saído de uma rave realizada dentro de uma luminária de lava. Sua pele brilhava em espirais de neon, como se alguém o tivesse pintado com tinta corporal fluorescente e soltado numa boate. Olhos vermelhos como globos de discoteca se fixaram no rosto boquiaberto de Gary. "Mas… que diabos é isso?", murmurou. O sapo apenas ficou ali, impassível, pulsando com cores capazes de causar inveja até ao mais experiente frequentador de festivais de música eletrônica. Gary se ajoelhou, estranhamente atraído por aquela pequena criatura de rave. "Muito bem, amigão, qual é a sua?", perguntou, como se o sapo fosse começar uma palestra TED sobre bioluminescência. Em vez disso, ele piscou uma vez e então — sem aviso — saltou diretamente para seu peito.

Uma ligação improvável

A maioria das pessoas gritaria, se debateria e talvez chamasse o controle de animais. Mas Gary, em seu habitual estado de negação do tipo "isso não pode ser real", apenas ficou ali, duro como uma tábua, enquanto o sapo se agarrava à sua camisa como um broche decorativo de outra dimensão. Alguns instantes se passaram. Gary começou a relaxar, seu pulso se sincronizando com o brilho ritmado do sapo. Era estranho, mas talvez não fosse a pior coisa que lhe acontecera naquela semana. Afinal, seu carro fora rebocado na segunda-feira, o chefe o encarara de cara feia por um erro de digitação num e-mail, e agora… aquele sapo. Um sapo luminoso. Abraçado à sua camisa. Era quase… tranquilo.

A tranquilidade, porém, durou pouco. Sem qualquer aviso, o sapo fez o que sapos fazem melhor: saltou. Mas não foi um pulo qualquer. Não, foi um salto com S maiúsculo. Num segundo, estava empoleirado no peito de Gary; no seguinte, disparou para o céu à velocidade de um canguru movido a cafeína, desaparecendo na escuridão profunda da noite.

As consequências e a crise existencial

Gary ficou parado, de boca aberta, olhando o ponto onde o sapo desaparecera no céu. Baixou os olhos para a camisa, quase esperando encontrar algum resíduo mágico, mas não — só seu velho moletom levemente manchado. A cerveja, que de algum modo continuava em sua mão, agora estava quente e sem gás. O vizinho ainda tagarelava sobre cercas ao fundo, completamente alheio à festa interdimensional que acabara de acontecer no torso de Gary. Por um instante, ele cogitou que tudo não passara de um devaneio esquisito. Talvez estivesse perdendo o juízo. Talvez aquele homus estivesse mesmo tão vencido assim.

Mas então Gary sentiu: um leve formigamento no peito, exatamente onde o sapo se sentara. Não era só formigamento; estava brilhando. Aos poucos, uma suave luz de neon começou a pulsar em sua pele. Ele olhou para baixo, boquiaberto. "Puta merda", disse, misturando espanto e pânico.

O novo normal

Daquela noite em diante, Gary nunca mais foi exatamente o mesmo. Tentou voltar ao trabalho, fingindo que o incidente do sapo não acontecera. Mas era impossível ignorar o brilho. Sempre que se estressava, sua pele se acendia como um bastão luminoso humano. Os colegas notaram. O chefe notou. Até o rapaz da cafeteria começou a perguntar se ele estivera no Burning Man recentemente. Gary tinha duas escolhas: abraçar a esquisitice ou se internar na clínica psiquiátrica mais próxima.

Depois de algumas reuniões constrangedoras em que suas bochechas luminosas distraíram todo mundo, Gary resolveu abraçar o absurdo. Por que não? A vida já era estranha o bastante. Talvez ser um humano luminoso não fosse a pior coisa do mundo. Pelo menos agora podia finalmente escapar das reclamações do vizinho sobre cercas com a desculpa de "preciso ir recarregar minha pele" ou algo igualmente ridículo. Certo dia, caminhando pelo parque à noite, ele o viu. O sapo. Apenas relaxando debaixo de uma árvore, brilhando como se nunca tivesse ido embora. Gary parou e o encarou. O sapo retribuiu o olhar. Agora havia um entendimento silencioso entre os dois, um respeito mútuo.

Sem dizer uma palavra, Gary se sentou ao lado dele. O sapo pulou em seu colo, brilhando no compasso do céu noturno. E, pela primeira vez, Gary não se sentiu um sujeito com um estranho problema envolvendo sapos. Sentiu-se… em paz. Luminoso, mas em paz. Talvez aquela fosse simplesmente sua vida agora. Quem podia saber? De uma coisa tinha certeza: pararia de comer homus vencido. Se o desenho intrincado e luminoso desse sapo encantou você e deseja levá-lo para seu ambiente, explore opções de impressões, produtos, downloads e licenciamento no Unfocussed Photography & Art Archive. De arte vibrante para a parede a produtos personalizáveis, esta criação psicodélica está disponível em diversos formatos para atender às suas necessidades criativas.

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