Captured Tales

Melodies of the Woodland Mystic

Bill Tiepelman0 comentários
Melodies of the Woodland Mystic

No coração da Floresta Everwhimsy, onde as árvores sussurravam enigmas e os cogumelos cantarolavam em harmonia, vivia um sujeito peculiar conhecido como Bartholomew Bumblesnuff. Ele não era mago, embora sua barba frequentemente abrigasse vaga-lumes perdidos que lhe davam essa aparência. Também não era elfo, embora seus dedos dançassem nas cordas do violão como se conhecessem segredos que o vento havia esquecido. Bartholomew era, muito simplesmente, um místico. Não daqueles que cobravam fortunas por profecias vagas, mas do tipo que entendia que a melhor maneira de desvendar o universo era por meio de música, chá e um ocasional “hmm” bem colocado.

O preocupado conselho dos cogumelos

Certa noite, enquanto compunha uma nova canção sobre as implicações filosóficas da torrada com manteiga, apareceu uma delegação frenética de cogumelos sencientes. Não eram fungos comuns; eram o estimado Conselho dos Cogumelos de Sporeston, conhecido por seus debates solenes sobre temas como “O Que É o Tempo, Afinal?” e “Devemos Proibir a Palavra ‘Úmido’?”. “Ó sábio e melodioso senhor!”, exclamou o presidente Portobello, ajustando os minúsculos óculos. “Estamos diante de uma crise terrível!” “É existencial?”, perguntou Bartholomew, tomando um gole contemplativo de chá de camomila.

“É pior”, tremeu o cogumelo. “O Sapo dos Muitos Problemas voltou!”

O Sapo dos Muitos Problemas

O Sapo dos Muitos Problemas era uma conhecida ameaça local. Tinha uma capacidade extraordinária de reclamar de absolutamente tudo, o tempo inteiro, sem parar para respirar. Certa vez, reclamara durante três dias de uma única meia desaparecida. Bartholomew assentiu. “Qual, hum... qual parece ser o problema dele agora?” “Ele diz”, o presidente Portobello engoliu em seco, “que a lua está olhando torto para ele.” Bartholomew dedilhou alguns acordes pensativos. “Mmm. Essa é complicada.”

Negociando com um sapo

No dia seguinte, Bartholomew caminhou até o lugar favorito do Sapo dos Muitos Problemas para reclamar: uma pedra coberta de musgo ao lado do riacho murmurante, que ele já havia acusado de “fofoqueiro”. “Ah, olá”, bufou o sapo. “Deixe eu lhe contar. A lua? Está me julgando sem parar. Lá em cima. Pairando.” Bartholomew assentiu sabiamente. “Você já considerou que a lua está apenas... existindo?” O sapo piscou. “Como assim, sem uma intenção?!” “Mmm”, murmurou Bartholomew. Dedilhou o violão, enviando uma ondulação preguiçosa pelo ar. “Sabe, tudo simplesmente é, meu amigo verrugoso. A lua brilha, o rio corre, você reclama. É tudo muito natural.”

O sapo franziu a testa. “Está dizendo que faço parte do grande equilíbrio cósmico?” “Sem você, quem apontaria as coisas que os outros ignoram? A lua precisa de você, meu amigo. Do contrário, não teria ninguém para mantê-la humilde.” O sapo arregalou os olhos. “Você tem razão. Eu presto um serviço!” “Mmm”, murmurou Bartholomew outra vez.

A canção que salvou a floresta

Naquela noite, sob um céu salpicado de estrelas, Bartholomew compôs uma canção inspirada no dilema do sapo. Era uma melodia de aceitação, uma balada sobre acolher a estranheza da existência. Enquanto tocava, os vaga-lumes piscavam no ritmo, as árvores balançavam em aprovação e os cogumelos suspiravam com profunda satisfação fúngica. O Sapo dos Muitos Problemas, sentado orgulhosamente na pedra musgosa, acompanhava com a cabeça. “Sabe”, murmurou, “talvez a lua e eu possamos coexistir afinal.” E assim, pela primeira vez em séculos, a Floresta Everwhimsy vivenciou algo raro e belo: paz.

Pelo menos até o sapo descobrir que alguém havia reorganizado suas pedrinhas. Mas essa, caro leitor, é outra história. Está procurando um pouco de magia fantasiosa para seu espaço? "Melodies of the Woodland Mystic" está disponível para impressões, downloads e licenciamento em nosso Arquivo de Imagens. Leve o encanto deste sábio musical para sua casa ou seus projetos criativos! 👉 Veja no Arquivo 🎶✨

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