O inverno chegou rugindo como um tio bêbado no jantar de Ação de Graças: barulhento, inconveniente e deixando bagunça por toda parte. A neve cobria o chão mais rápido do que surgem decisões ruins num open bar, e o bairro inteiro estava sitiado pela fúria congelante. Mas, em meio a toda aquela palhaçada gelada, lá estava ela: a rainha do caos, a arauta da rebeldia nevada. Ninguém sabia seu nome, mas todos a chamavam de “Dreamer”. Bom, principalmente porque “Garota Punk Barulhenta Que Joga Bolas de Gelo nos Para-Brisas dos Carros” era comprido demais para os boletins da vigilância de bairro.
Dreamer não caminhava pela neve; ela mandava nela. Suas maria-chiquinhas — metade rosa, metade azul — balançavam como um alerta meteorológico, e sua jaqueta vermelha e preta gritava: “Não dou a mínima porra congelada para as regras da associação de moradores.” Ela desfilava pela rua, as luvas com spikes reluzindo como pequenos dedos do meio apontados para o próprio inverno. As mães do bairro a odiavam, é claro. “Ela é uma má influência!”, sussurravam, agarradas aos seus lattes de hortelã como se fossem terços. Mas os filhos delas? Ah, eles a idolatravam. Em toda guerra de bolas de neve, havia crianças imitando seu grito de guerra característico: “Venham pra cima, seus desgraçados congelados!”
Um dia típico de confusão gelada
O dia de Dreamer começava como deveria começar o de qualquer rebelde do inverno: com uma boa xícara de café preto, batizado com algo mais forte, e um passeio pelo bairro para inspecionar seu reino congelado. Ela carregava uma pá — não para tirar a neve, mas para escrever palavrões nela. Sua obra-prima mais recente? Um enorme “VAI TE CONGELAR” esculpido no monte de neve diante da casa do presidente da associação de moradores.
Ao meio-dia, ela reunia a turma de desajustados do bairro para uma “reunião de estratégia de guerra de inverno”. Aquilo era código para construir o forte de neve mais agressivo da cidade. “Não é só um forte”, explicava, “é um símbolo de resistência.” O forte sempre incluía um canhão de neve, projetado para lançar pedaços de desprezo congelado nos SUVs que passavam. Num ano, acrescentaram uma bandeira feita de uma velha meia arrastão. “Arte”, dizia Dreamer. “Lixo”, diziam todos os outros.
O incidente com o limpa-neve
Num inverno que ficou famoso pelos motivos errados, Dreamer decidiu que o limpa-neve do bairro estava pedindo uma lição. “Aquilo é um destruidor de sonhos”, declarou, apontando para a máquina imensa que avançava pela rua. Seu plano era simples: construir um boneco de neve como isca no meio da via. Mas não um boneco qualquer. Este tinha… digamos, “aprimoramentos anatomicamente corretos”. Quando o motorista parou, de queixo caído diante da ousadia daquela escultura de gelo, Dreamer e sua turma entraram em ação. Armados com bolas de neve mais compactadas do que permitiriam as normas da segurança aeroportuária, dispararam uma saraivada. O motorista? Furioso. O bairro? Escandalizado. Dreamer? Vitoriosa. “Arte”, proclamou mais uma vez, mostrando o dedo do meio ao limpa-neve enquanto ele recuava. “Lixo”, resmungou o presidente da associação.
O grande golpe do chocolate quente
Toda rebelião de inverno precisa de financiamento e, para Dreamer, isso significava tomar de assalto a barraca anual de chocolate quente da associação de moradores. “Eles cobram cinco dólares por um copo de água marrom e um único marshmallow”, disse, enojada. “Isso é um crime contra a humanidade.” Então, numa noite gelada, Dreamer e sua turma “libertaram” a barraca. Ofereceram seu próprio chocolate, carregado de chantilly, confeitos e marshmallows do tipo que poderiam servir de travesseiro. O preço? Grátis — para quem mostrasse o dedo do meio ao presidente da associação ao pegar o copo.
As mães ficaram furiosas. As crianças? Elétricas de tanto açúcar e gritando: “Dreamer! Dreamer!” O presidente da associação tentou acabar com a festa, mas escorregou num trecho de gelo e caiu de bunda. Dreamer nem tentou esconder a risada. “O carma é uma amante fria”, disse, entregando-lhe um chocolate. “Mas tem bom gosto.”
O legado do caos
Quando a primavera chegou, a neve havia derretido, mas o legado de Dreamer permanecia. O forte de neve virou um castelo de lama, a associação de moradores criou uma regra sobre "esculturas de neve ofensivas", e as crianças ainda contavam histórias sobre a vez em que Dreamer mostrou a bunda para um jurado de concurso de bonecos de neve porque “ele claramente não tinha entendido a proposta”. E Dreamer? Já fazia planos para o inverno seguinte. “A neve é o jeito que a natureza tem de nos dar uma tela em branco”, disse certo dia, tomando chocolate quente batizado. “É melhor desenhar alguma coisa hilária nela.”
E, com isso, ela foi embora pela paisagem em degelo, deixando um rastro de glitter, caos e pegadas enlameadas. O inverno podia ter acabado, mas o reinado gelado de Dreamer não seria esquecido. Esta história é inspirada na cativante obra “Winter’s Edgy Dreamer”. Mergulhe no mundo fantasioso e rebelde do caos gelado e do encanto criativo. Você pode explorar e comprar a obra original em impressões, downloads ou opções de licenciamento no nosso Arquivo de imagens. Perfeito para quem gosta de personagens de fantasia irreverentes e arte com temática de inverno! 

The Snail Who Looked Twice at Trouble
The Gnome Who Swore the Mushroom Was Listening
The Seedpod That Fired Before Anyone Was Ready